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Eu me sinto entre tantas coisas nesta vida a de ter sido amiga de Chico Xavier, A Sra. Aparecida do hospital do fogo selvagem em Uberaba, de menininha do cantois e ainda muito pequenina conheci um santo Joãozinho da Gomeia que vivia em Botafogo no Rio de Janeiro.
Em 1970, festejávamos junto com meu pai e meu esposo, eu estava recém casada, mamãe, o tricampeonato mundial de futebol em que o Brasil venceu. Estávamos recém vivendo em São Paulo, seis meses e eu também recém grávida.
O país inteiro vibrava com a grande conquista.
Em julho, meu pai avisou que iria viajar para a cidade de Tupã Estado de São Paulo, essas viagens eram rotineiras. Regressaria uma semana depois e ele parecia estar muito feliz.
Eu adorava meu pai, peço perdão a Deus pois adorar só devemos a ele, mas Deus é compreensivo e sabe o por que deste meu forte sentimento, eu não via em meu pai somente esta posição carnal, era muito mais, ele era o meu melhor amigo, meu incentivador ao perceber minhas tendências espiritualistas, viajava nas férias em lugares onde o espiritismo tinha uma explicação pro meu caso.
Ele passou a estudar os fenômenos para tirar-me de minhas incertezas e ele sabia que o meu caminhar seria pedregoso e com muitos espinhos. Papai quando percebeu que naquela cidade de Bandeirantes, Estado do Paraná, tão pequena na época, eu iria ter problemas e ele resolveu fechar sua enorme loja, alugar as propriedades e mudarmos para Tupã, depois fui estudar em Marília e para agradar a família beata de minha mãe eu sempre estudei em colégio católico, Nossa Sra. Auxiliadora e D Bosco.
Se fosse nos dias de hoje onde a igreja católica não tem mais poder como antigamente, nada que papai fez seria necessário, esconder-me com medo que o povo da cidade incentivado pelo frei Agatangelo, me queimaria como bruxa ou canonizaria como santa, ele abominava qualquer destas idéias. Fazia muito frio em São Paulo naquela noite de 16 de julho de 1970, já passava das 9 horas da noite e meu pai não chegava.
Todos estavam aflitos, pois não era costume dele deixar a família preocupada. Só terminou quando sorridente como sempre ele entrou porta adentro e disse:
- Foi o trânsito, mandei um recado pela Selminha, mas ela deve ter esquecido de dar e acabou deixando vocês em polvoroso. (selminha minha prima). Bem pelo que estou vendo a minha filha não comeu? Não é verdade?
Ora papa, como poderíamos comer sem saber o que teria acontecido ao senhor ainda mais nesta cidade tão grande.
Ari (chama a Sra. Yolanda). Venha vamos pra cozinha esquentar o jantar, vamos deixar estes dois loucos aí e vá se acostumando, ela tem um chamego por este pai.
Aqui fica o primeiro capitulo do meu encontro com a espiritualidade Brasileira... (Chico Xavier)
Até a próxima semana.
Olá, boa noite a todos, voltamos com a segunda parte
Minutos depois, meu pai verificou se as portas estavam trancadas, fechou a que dava para o hall e só depois e que pegou uma manta, que estava sobre a poltrona e colocou em minhas pernas dizendo:
-----Filha, esta noite está muito fria e você tem que se agasalhar, pois carrega o meu neto em seu ventre.
-----Desculpe papai...neta!
-----Pela primeira vez vai falhar a sua vidência, sua fabulosa intuição, eu gostaria que você colocasse o meu nome no meu neto, mas você acha o meu nome muito feio, não é verdade que você pensa assim?
-----Ah papai, eu não vou colocar o nome de Amadeu, realmente eu não gosto do seu nome, mas vai ser menina.
Ele me olhou fixamente e disse ------ Minha filha você e sua mãe foram um barco, eu fui os remos. Sinto que os remos vão se partir.
Você vai encostar o barco na beira do rio e construir novos remos, não se esqueça que eu deixei a minha terra ha mais de cinqüenta anos pensando em voltar, mas a felicidade com sua mãe e a filha maravilhosa que Deus me deu me fizeram ver que esta séria a terra onde eu dedicaria os meus esforços.
Encoste seu barco na beira do rio e construa novos remos para poder voltar a remar, a principio você ira navegar em águas turbulentas e depois em águas barrentas para muitos e muitos anos depois remar em águas tranqüilas. Não se esqueça que você será sempre a timoneira deste barco onde irão tomar assento os meus descendentes.
Eu olhava para meu pai e não queria ver nada, não queria entender o significado daquelas palavras e nesse instante, mamãe entrou na sala e avisou o jantar estava sendo servido.
Na manha seguinte -17 de julho 1970, bem na hora do almoço meu pai nos avisou que na segunda feira retornaria para o interior.
-------Mas pai voce mal chegou e já vai voltar?
-------É necessário, eu deixei o prédio da Av. Tamoios, 949, Tupa, Estado de São Paulo, eu deixei em obras, quero ver se acabaram, pois eu já tenho para quem alugar.
Não se preocupe minha filha, seu pai gosta de trabalhar.
-------Pare pai, ninguém vai substituí-lo nunca, agora virão os netos e o senhor vai ter com que se preocupar.
-------Você disse netos, mas quantos filhos pretende ter?
-------Há, uma porção, não vou fazer economia como você e a mamãe fizeram...filha única...eu quero um time de futebol.
Papai sorri bate nas minhas costas e diz...Meu Deus quantos problemas você terá, aí ele voltou ao tema viagem.
-------Acalme-se eu volto no sábado e no domingo vou com meu genro palmeirense ver o Palmeiras jogar com nosso Corinthians.
-------Ha o senhor vem para me cumprimentar.
-------Pois fechamos uma aposta, se o Corinthians ganhar você dorme uma noite no carro (risos)
------Filha o velho guerreiro parte e o novo aqui, o seu marido, fica no meu lugar até eu voltar.
Quando eu me casei com a minha amada Yolanda, na hora de sair em viagem de lua de mel minha sogra a italiana D. Manoella disse :
-------Amadeo, cuide bem de mia filia, eu respondi: ------D. Manoela a senhora acaba de conceder-me uma rosa e eu saberei cultivá-la.
Meu genro, concedi a você, hoje minha rosa mais preciosa, saiba cultivá-la, você terá em mim seu maior amigo nesta e na outra vida.
E assim foi, papai viajou na segunda feira, 19de julho de 1970, os dias foram passando sem que soubéssemos nenhuma noticia. Não tínhamos ainda telefone em nossa casa. Meu pai havia adquirido uma linha, mas a instalação estava atrasada. Ele sempre mandava noticias por minha tia Nicolina, irmã de minha mãe que
na época vivia no Itaim Bibi perto da Vila Olímpia onde morávamos.
Chegou o domingo meu marido havia ido ao Morumbi assistir o tal jogo Palmeiras e Corinthians.
Ari meu esposo fanático palmeirense, eu e papai fanáticos corintianos, papai estava esperando o dia que o Corinthians ganhasse do Palmeiras, eles iriam fazer
as maiores brincadeiras com meu marido.
Meu pai estava reservando as brincadeiras com sede, o Corinthians não ganhava do Palmeiras a um tempão.
Pois naquele bendito domingo, 26 de julho de 1970, (podem conferir) o Corinthians deu um baile no Palmeiras.
Meu marido estava com meus primos Toninho, Sampaio (São paulinos ante Corintianos), ele vinha imaginando e comentando, agora eu chego e meu sogro já voltou da viagem, tenho que chegar e ir logo cumprimentando meu sogro, quem sabe ele vai aliviar o trote.
Enquanto isto eram 5:30h da tarde, eu estava na cozinha com minha mãe comendo pipocas preocupada com a demora da chegada de meu pai, ele nunca faltava a sua palavra e não havia mandado nenhum recado, deduziria que ele chegaria a qualquer minuto.
De repente senti uma dor dentro do meu peito e gritei, um grito que até hoje após tantos anos escuto ressoar nos meus ouvidos.
MÃE, EU SEI!!!
PAPAI ESTÁ MORREEEEENDO!
Até a próxima semana.....
Olá, boa noite a todos, voltamos com a 3ª parte
Minha mãe se assustou pensando que eu estava perdendo o bebe.
Filha, o que você esta sentindo? Fale comigo, pelo amor Deus!
Mãe, vá se trocar rápido, vamos pra casa da tia Nicolina, eu sei que meu pai esta mal, estou vendo, estou vendo ele morrer(gritos lagrimas).
Minha mãe subiu correndo para o andar superior, ela não descia. Ela queria ganhar tempo quem sabe pro meu marido chegar, ai ele seguramente me acalmaria.
Eu gritava para que ela descesse rápido. Neste tempo a capainha tocou, arrastando-me fui atender a porta, era um domingo, a avenida tranquila, era meu tio Antonio, esposo de minha tia Nicolina, ele estava parado diante do meu portão de entrada no jardim de minha casa, fitou-me com olhar espantado, tio, o senhor veio avisar que meu pai morreu? Fale por Deus, fale!
Soube depois que meu tio ficou petrificado da forma como me referi ao que realmente ele veio fazer naquela maldita tarde de domingo, 26-7-1970, onde na chegada do meu marido encontrando-me aos berros, meu tio tentando me dizer: - Amira, você esta errada, seu pai não esta bem e mandou chamar vocês.
Tio meu pai jamais me daria este tipo de problema, ele não me assustaria eu sinto, eu estou vendo, meu pai morreu. Eu era consolada, já vinham os visinhos, minha tia, primas, primo Toninho, mas eu percebia que meu tio Antonio falava nos ouvidos do Ari, seu filho Toninho,comentavam, temos que contratar um avião, fomos de avião para Tupã estado de São Paulo.Chegamos e o corpo de meu pai estava no salão de uma das propriedades dele, que pelo motivo que o levou a ir naquela cidade, alugar aquele salão e o sobrado acima.
Av. Tamoios, 949, onde um dia por anos papai alugava para a maior drogaria da cidade, farmácia Nova. Quando Chegamos, deu-se inicio ali mesmo as homenagem da Maçonaria ao venerável e Grão Mestre, Amadeu Bucancao. Nunca eu imaginei que um dia eu assistiria as pompas fúnebres de meu pai, que dor eu estava possuída naquele exato momento e como num cinema passava um filme da minha vida com meu pai.
Meu pai havia falecido exatamente as 5:22 do domingo 26 de julho de 1970. Eu havia sentido a sua morte há quilômetros de distancia. Trouxemos o seu corpo para Itu estado de São Paulo, pois meu pai em vida sempre me dizia:
- Eu sou um homem privilegiado, sei onde nasci e sei onde vou ser enterrado, a cidade onde eu conheci o meu grande amor, a minha esposa Yolanda onde eu me casei na matriz de Itu, onde eu batizei a minha filha na Igreja São Benedito, na rua Santa Cruz, a mesma rua onde morou minha sogra, mãe de minha esposa e meus cunhados a D. Manoella M. Di Bernardi.
Enterramos meu pai na segunda feira e a noite nem sei como me trouxeram quase morta para São Paulo. Acordei em sobressalto e sentei na cama o quarto estava na penumbra, tinha a sensação de que havia sonhado e tido um terrível pesadelo. Ari, Ari meu amor, eu tive um sonho horrível, Ari despertou, passava das 5h da manha, ele sentou na cama, me olhou assustado e tentou colocar o seu braço, eu recuei.
Mamãe, Ari pelo amor de Deus eu sonhei que meu pai morreu, morreu, venham me dizer que ele não morreu (eu corria pelo quarto e corredor). Novamente escuto os meus gritos, meus apelos, como se tudo continua acontecendo ate hoje. Creio que devo ter acordado o quarteirão inteiro, tão grande era o meu desespero, o grito era um grande lamento de dor. Eu não havia só perdido um pai, perdi o meu maior amigo, aquele que só trabalhou para dar-me o melhor, o amor, respeito, amigo em todos os momentos de minha vida.
Vesti todas as roupas de meu pai, deitei em sua cama e entrei numa letargia suicida. Eu queria morrer, só morrendo eu encontraria com meu pai, triste ilusão de quem se desespera ao perder um ente querido, o mais querido de nossa vida. Minha pequena família ficou em polvorosa. Eu me recusava a tomar banho, não me alimentava, só com soro e pela minha casa passaram representantes de todas as religiões.
Tudo que minha família imaginava que poderia salvar a minha vida. Vieram os católicos, evangélicos, espíritas, messiânicos, etc. Todos os dias era uma romaria, meus tios, primos, a família do meu marido vinham de Sumaré estado de São Paulo, os visinhos que já gostavam muito de todos nos, era uma comoção pelo meu estado, de gravidez querendo morrer e claro levando o bebe comigo.
O Dr. Lauro Braga um grande medico saia do seu consultório de Santana, muitas vezes depois de fazer os partos na Pro Matre e vinha pra minha casa, mas nada adiantava, a preocupação era com o meu bebe, eu estava cometendo dois crimes, o suicídio e um assassinato levandoo meu filho ou filha a morte não permitindo que ele(a) viesse ao mundo. Eu que sempre acreditava nas coisas espirituais não estava nem mesmo acreditando em Deus.
Meu Primo que morava em Santana cujo apelido desde menino era espaguete, todos os meses lotava uma Kombi e levava doações para Uberaba, Minas Gerais no hospital do Fogo Selvagem, onde cuidava a melhor amiga de Chico Xavier, D. Aparecida, uma abnegada, desistiu de viver para cuidar das pessoas que contraem esta terrível moléstia, espaguete veio ate a Vila Olímpia e ajeitou com meu esposo levar-me ate o Chico Xavier, seria a ultima esperança de uma cura espiritual, porque o que eu tinha era uma doença da alma e do espírito. Só ele, dizia Oswaldo (Espaguete), que poderia fazer o milagre de tirar-me da beira do precipício.
Chico faria com certeza o milagre de devolver-me a vida, enquanto minha mãe ficou em São Paulo orando para que eu voltasse boa, meu primo e meu marido me levariam a Uberaba ao encontro de D. Aparecida e Chico Xavier na casa da benção. Chegamos no dia 8 de setembro de 1970, fiquei morta viva num hotel da cidade, o meu primo foi levar as doações a D. Aparecida, quando ele voltou a tarde, avisou meu esposo que no dia seguinte iríamos pela manha na Casa da Benção.
No dia 9 de setembro dei entrada na Casa da Benção, recebi o numero 16, portanto haviam 15 pessoas na minha frente, tudo aquilo para mim não passava de uma tremenda palhaçada, eu estava e não naquele lugar, meu pensamento era terrível. Eles pensam que eu sou estúpida, contaram todo o meu problema para o Chico, e ele claro, vai usar para tentar me convencer, mas eu não vou ouvir, não quero saber, continuarei muda e calada, não acredito em nada.
De repente um homem magro vestido com um terno branco, amarrotado e óculos escuros entrou naquele salão, olhou ha todos com um jeito amoroso acenando com a mão e com a cabeça, escutei ele dizendo, bom dia meus filhos, filhas e crianças, bem vindos a casa da benção, que deus me de hoje o poder de ajudá-los. Nunca mais vou esquecer aquela entrada, a voz seguida da pessoa, a voz que nunca se escutou, uma voz que só os anjos podem ter e creiam, Chico Xavier foi um anjo em vida.
Boa Noite
Até a próxima semana, vocês vão adorar saber como foi este encontro na minha vida.
Olá, boa noite a todos, voltamos com a 4ª parte
De repente, um homem magro, vestido de terno branco amarrotado e óculos escuros, entrou no recinto, cabeça ereta e mão voltadas para o alto, ele suavemente sorria e acenava para as 20 pessoas dentro daquela sala.
Entrou na sala com seu auxiliar e, abençoando a todos os presentes. Parou por um momento e olhou-me demoradamente. Não só viu o luto do meu vestido preto, como também o de minha alma. Entrou em uma sala com seu auxiliar e logo em seguida este ultimo dirigiu-se aos presentes disse...
----- O Sr Chico Xavier pede desculpas aos demais presentes, mas neste momento ele vai falar com a pessoa que tem o numero 16, por que e quem mais esta precisando dele. No meu estado de pouca fé descrente e desconfiada, vi evidenciada uma trama.
*Como eu pensava... Tudo combinado, Farsa Pura! Esbravejei em pensamento. Eles contaram sobre a minha dor e o meu sofrimento.
Chico Xavier estava sentado atrás de uma mesa com muitos papeis e canetas. Na parede sobre a sua cabeça um crucifixo.
Diante da mesa estava um banco onde nos acomodamos, eu Ari, e Espaguete, (Oswaldo).
Tudo que será narrado agora, ocorreu no dia 9 de setembro de 1970, nada mais nada menos do que a mais pura verdade.
Ele me olhou profundamente e começou a falar.
------Filha, mais triste do que perder um pai é perder um filho e você o traz ai dentro do seu ventre. Ele tem o direito de nascer.
Comecei a refletir, Que grande mentira! Claro que o meu primo e meu marido já prepararam o teatro, que farsa horrível.
Chico Xavier deveria saber o que eu estava pensando. Com toda a paciência começou a contar-me uma historia de uma mulher, uma mãe que havia perdido a sua única filha e que, sabendo que na aldeia havia um pastor que tinha o dom de ressuscitar as pessoas, recorreu a ele em desespero. Depois de relatar seu amargo drama, o pastor lhe disse que poderia realizar o milagre, desde que ela percorresse a aldeia e na casa onde não morreu ninguém e pedisse um punhado de arroz.
A mulher exultou de alegria. Percorreu a aldeia, as aldeias vizinhas, o planeta e voltou um ano depois com as mãos vazias.Chico estava querendo dizer que aquela dor que eu estava sentindo, era egoísta. Em todas as casas percorridas, alguém havia perdido um ente querido, alguém que já havia passado pela dor da morte. Em seguida, começou a falar da minha vida com meu pai, da força espiritual que eu havia sido premiada por Deus e que era cultivada pelo meu pai.
Nada... Ele não conseguia me reanimar, ai ele se levanta e da por terminada a entrevista... Ele se levanta e diz... Moca, que Deus te acompanhe e perdoe, infelizmente você conseguiu amarrar as minhas mãos.
Quando chegamos a porta ele parou, tocou com sua mão o meu ombro esquerdo, dizendo... -------Filha, olhe para mim. Não podia, mas seu pai esta desesperado e esta me passando uma mensagem. Não sei se você ira entender, mas eu sou apenas um instrumento a serviço de Deus.
Neste momento, encarei aquele homem com o resto de orgulho e soberba. Agora a obra esta completa. Estou diante de um grande Charlatão, e ele prosseguiu.
*AMIRA MINHA FILHA VOCÊ ESTA ME DEIXANDO DESESPERADO.
PORQUE VOCÊ NÃO ENCOSTOU SUA CANOA NA BEIRA DO RIO,
PARA CONSTRUIR SEUS REMOS?
Olhei e vi aquela criatura pela primeira vez, ai vi a LUZ que resplandecia, daquela criatura abençoada por Deus. Só ele poderia receber uma mensagem que eu havia escutado naquela noite fria de julho em São Paulo, dias antes da sua morte.
Voltei para chorar no ombro de Francisco Candido Xavier, foram as primeiras lagrimas de desabafo e a certeza de que meu pai estaria no Plano Astral, sempre ao meu lado. Aquela mensagem só eu e meu pai sabíamos, mais ninguém, portanto ele mandou-me a palavra certa no momento certo, pois só assim eu não iria cometer um suicídio e um assassinato.
Passei a visitar sempre o meu amigo Chico, e no ano de 2002, eu estava pretendendo visitá-lo, mas era domingo, o Famoso Domingo Do Penta... o Brasil era só festa, fogos, gritos alegria.
Deus escolheu justamente fazendo o desejo do seu filho amado... Chico Xavier, eu quero sair desta vida quando meu país festeja em completa felicidade... Quero o Brasil Feliz. A Terra festejava e o céu saudava o retorno de seu arcanjo principal, aquele que nos seus 92 anos só soube distribuir amizade, paz, caridade, a todas as pessoas que um dia tiveram a sorte e o prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Chico Xavier, agora que você foi para perto de Deus conte a ele como estamos vivendo neste planeta tão sofrido.
Diga-lhe que olhe por todos nos. Chico, não se esqueça de nos, por favor. Obrigado por tudo o que um dia fez por mim.
Quero contar aos meus amigos internautas, que meu filho nasceu no dia 9 de fevereiro de 1971, no mesmo dia que meu pai faria aniversario, e na pia batismal, na igreja São Gabriel em São Paulo, o nome de Amadeu Bucancao, o mesmo nome de meu pai. Meu filho nasceu no dia e na mesma hora que meu pai nasceu, coisas de Deus.
Francisco Candido Xavier, (Chico Xavier), você foi nas terras brasileiras, neste planeta, um grande espírita, tinha a luz mais pura, mais sublime e perfeita.Você apesar de ser espírita, recebia em sua Casa Da Benção, pessoas de todos os credo, raça e condição social. Ninguém o substituirá. Você será sim, o primeiro Santo brasileiro, canonizado pelo seu povo, elevado ao altar dos nossos corações. Espalhe sua energia sobre nos e ajude a superar os nossos infortúnios. Ajude-nos a ser melhor a cada dia para termos, como você, uma passagem desta para outra vida com tranquilidade e serenidade.
Eu me considero uma pessoa com a graça de Deus, privilegiada de ter podido nesta vida conhecer um homem santo na Terra e a senhora D. Aparecida que com desvelo, creio que ainda cuida das dores e sofrimento do seu povo.
Amira Lepore
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